SINOPSE

topositeok

SINOPSE – CARNAVAL 2019

Baixe aqui a logo!

Poster desenvolvido por Marcelo Poloni, integrante do Departamento Cultural


 Baixe em alta definição, clicando aqui!

G.R.C.E.S. X-9 PAULISTANA
CARNAVAL 2019
ENREDO:  Meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor! O show tem que continuar!
PRESIDENTE: AILTON MARTINELLI (BRANCO) | VICE-PRESIDENTE: FABIANO PIONEIRA (DENTINHO)
CARNAVALESCO: AMARILDO DE MELLO

 SINOPSE

ABERTURA

AGO! Patakori Ogun! Ogunhê! A Casa de Ogum recebe o filho de Xangô – Kawô Kabiecile!

“… É, pois é! O mais importante é a fé…”

Sob a regência e os desígnios de Ifá em procissão de fé a X-9 Paulistana – a casa de Ogum e consagrada pelos Eres, abre suas portas para receber e homenagear o filho de Xangô Arlindo Cruz. O homem de fé. De reza! De cânticos, de cantos e devoção!

Laroyê Exu! Abra nossos caminhos! Dá licença! Vamos fazer festa! Vamos tomar um “Banho de fé” cantando em poesia e oração vamos também evocar ritual de cura ao nosso poeta Arlindo Cruz e reverenciar suas origens religiosas. Vai embora tristeza aqui o “Pierrot do Samba” abraçado ao seu banjo não chora.

Ora yê yê ô! Oxum! Como raios de sol que brilha em cor de ouro. No Aiye nasce o Abiasé predestinado… Do ventre de uma Oxum – iluminado chega um tesouro. E logo, logo, no inicio de sua vida mostraria a que viria.

Filho da fé e da resistência! Da arte e da devoção. Ao som dos atabaques e do “tritilhar” dos adjás foi gerada a sua devoção.

Muito respeito ao pai Xangô! Agradecido a mãe Oxum, e a todos os orixás, assim seguia o pródigo menino.

Cavaquinho na mão! Bejiroó! Fé e crença na pureza das crianças a sua vida acalentar. Salve a falange dos Eres! Salve Ibejadas! Seu boiadeiro é caboclo bom! E os malandros sempre foram boa companhia em suas caminhadas!

Alegrias, paixão e amor para o filho de Xangô. Serpenteando e bailando um colorido invadia sua vida e trazia mais inspiração em sua obra.

Arroboboi! “Vem brilhar no meu carnaval minha porta-bandeira, na avenida do meu coração você é a primeira”. O Arco Iris surgiu no Orun! Chegava Oxumaré para encantar, conquistar e preencher seu coração! Uma linda família surgia. Salve Virgem Maria!

1º SETOR

A herança que não foi perdida – O fiel sambista, partideiro e pagodeiro!

“… Não se pode contestar. Tão velho e tão novo. O samba é do povo. Dever de herança popular… Só quem guardou na cachola… Faz o samba ser de escola…”

Do axé religioso, e das reminiscências ancestrais africanas surgia o grande poeta. Jongo samba e inspiração nos antigos bambas. Tia Ciata, Ismael, Donga, Paulo da Portela, Cartola, Nelson Cavaquinho, Pixinguinha, Mano Décio, Dona Eulália…

O herdeiro e fiel partideiro e clássico do samba surgia. Chegava para preservar, manter e resgatar as tradições da magia e da riqueza que há no som dos atabaques, batuques e romances entre o passado e presente.

Partideiro, pagodeiro… Dedilhando um cavaquinho e dividindo rodas de samba. Uma Águia posou em seu quintal – Vinha da Portela – Candeia, o menestrel que começava a dá o tom em sua arte! O padrinho musical.

Lá “… Onde o samba foi morar…” – No Cacique de Ramos – sua sorte foi buscar! No partido alto sua raiz foi firmar! Bira, Ubirany, Almir Guineto, Alcione, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Jorge Aragão… Laços e Abraços de uma nação!

Na “Sombra da Tamarineira” – foi ser mais feliz. Fazer samba de raiz. Como um “pierrôt do samba” se abraça ao “banjo” e torna-se o maior divulgador e disseminador do instrumento entre sambistas. O gênio tornou-se exímio na “Lição de Malandragem”. Reconhecido em seu talento, tornou-se integrante do grupo “Fundo de Quintal”

“Nos pagodes da vida”, como uma “Divina luz” Arlindo descobriu o “Mapa da mina” visitou um “Castelo de Cera” e “Só pra contrariar”, sem menosprezar ninguém aconselhou “Seja sambista também”!

2º SETOR

Abracei a Coroa Imperial! – Sou Império sou patente. Do samba sou expoente…

“Eu sou um ato de amor. De uma nação. Eu sou Império. Do seu coração… Essa paixão é carnaval…”

Como bem fala o “poeta do povo” – Arlindo Cruz – o verdadeiro sambista tem que ter como base em seu histórico, uma escola de samba, e disputar composições de enredo. Segundo ele, é o grande exercício de um poeta sambista. E foi na Serrinha que encontrou seu porto seguro e sua grande paixão – na coroada Império Serrano, do branco da paz e do verde esperança. Escola com tradições advindas do jongo e demais heranças africanas. Nove vezes campeã do carnaval carioca e de biografia pautada por grandes compositores que nos brindou com sambas memoráveis.

No Império Serrano, começou a concorrer disputa de sambas de enredo. Nesse gênero sua trajetória não seria oposta ao sucesso obtido em sambas de amor, pagodes e sambas de partido alto. Em parceria com diversos outros compositores, suas criações e composições poéticas o colocariam no nível de Mano Décio, Silas de Oliveira, Beto Sem Braço, Dona Ivone Lara e tantos nomes imortais dessa casa.

Lindas Obras! Belos momentos! Sambas de enredo inesquecíveis!

Numa linda caminhada… Começava… “Sobre os olhos gloriosos de Oxalá…” À Jorge Amado – Axé Brasil!

Em grande estilo num desfile histórico… A poesia de Arlindo em nome do Império cobrou democracia. “Embalou pra te embalar”. Como “um filho que não foge a luta” há mais de 20 anos ele já alertava: “Quem é pobre ta com fome. Quem é rico ta com medo”. E até hoje perguntamos: Senhor! Mais de duas décadas e esse país não mudou?

“Arlindo viu “O rio correr para o mar” e um estandarte de ouro com essa composição lhe brindar! Mas ele queria mais… E sabemos que o “Império é do Divino” E “Imperiano de Fé não cansa. Confia na lança do Santo “guerreiro…” e em sua poesia ele Implora: “Senhor, Olhai por nós! Até por quem perdeu a fé!…” E que fé! Conquistava mais um estandarte de Ouro!

O samba e o sambista são do povo… Faz ressoar um canto livre… Um canto de liberdade! E quem disse que ele não pode sambar lá e cá? E na escola de samba Vila Isabel ele emplaca mais uma obra de arrepiar. “Você semba lá… Que eu sambo cá! O canto livre de Angola”.

O poeta do povo gosta de festa. Gosta de alegria. Então vamos festejar! Põe água no feijão que chegou mais um. Chegou mais um sambão e mais um estandarte de ouro. E a Vila campeã! Foi festa do jeito que ele gosta e merece. “Festa no arraia” “pra lá de bom” … Mais uma vez ele plantou a felicidade!

Inúmeros foram sambas de sua autoria, muitas premiações, consagrando-o com um dos melhores nesse estilo também.

“E vamos fazer festa porque Deus é brasileiro”.

3º SETOR

Chega de ser sub-julgado. Subtraído… Subnutrido… Um sub-infeliz de um sub-país! Salve ela… Meu nome é favela! É do povo do gueto a minha raiz! É o meu lugar!

“… Eu acho que a sociedade ta enxergando mal… Nem toda maldade humana. Está em quem porta um fuzil… Tem gente de terno e gravata. Matando o Brasil…”

Ao longo de sua carreira o “poeta do povo” ao expressar sua arte, cada vez mais, trazia em sua narrativa verdadeiras crônicas do cotidiano popular com enfoque para a realidade carioca e produções culturais das comunidades e suas origens. Geografizando, expondo e alertando preconceitos e desigualdades através de leituras sociais e política traduzida em lindas poesias. Tudo de uma forma sutil invejável a dita arte “clássica” Essa percepção, sensibilidade e habilidade não passaram despercebidas e o levou a ser a inspiração e assinatura poética do Programa de TV “ESQUENTA”, onde a temática tratava do empoderamento e discussões a cerca do povo das periferias, comunidades e favelas, apresentado por Regina Casé na TV GLOBO.

Hoje o morro tem dono… Um total abandono… Injustiça e Dor… Sem o valor da vida comunidade chora mocidade perdida… Mas é de gente que vai a luta… Gente que não se cansa… Poesia esperança e amor a favela…
E mesmo que as injustiças me façam sofrer…
Meu nome é favela!
Berço que acolhe tradições e cultura popular brasileira. De onde nasce arte que faz esse povo feliz. Embalando a nossa raiz!
Por entre Becos e Vielas! Gente simples! Humildade e feliz.
Favela que me viu nascer. Eu abro meu peito e canto o amor por você. Só que te conhece por dentro. Pode te entender… Salve ela! Meu nome é Favela!
Favela fruto das injustiças e desigualdades sociais, mesmo numa cidade longe daqui. Que tem problemas que parecem os problemas daqui!
Favela é minha raiz! Apesar de tantas mazelas. Me faz feliz!
A caminho do meu lugar rezo… Oro para Ogum Iansã. Na Esperança de um mundo melhor! O Meu lugar… É um lugar simples… Singular… A mais pura expressão do jeitinho carioca. Porém de amplitude e alcance plural. Esse lugar é o seu é o meu e de milhões de brasileiros, que embalados por essa poesia, acreditam em dias melhores. Crêem num novo amanha!
É lugar de festa. De samba, pagodes e tradições. Império é Portela também são de lá!
Na Vó Maria vou me benzer e dançar jongo para minhas raízes não esquecer!
No mercadão me esbaldar!
Oh! Lugar! É onde se encontram sorrisos, paz e prazer, cercado de luta, suor e cerveja, para comemorar. Esse é meu lugar. O nosso lugar! Madureira! Lá laia laia…
De certo é: Somos favela, nos becos e vielas, nos subúrbios, periferias e comunidades.
Somos o povo! Somos a massa!
Chega de ser subjugado. Subtraído. Subnutrido. Sub-infeliz de um sub-país!
Quem gostou… Faz barulho ai!

4º SETOR

Na pureza da flor… Olha o povo pedindo bis… ”Não importa o que aconteça! O “poeta do povo” estará sempre em nossos corações!

O show tem que continuar!

“… Mas iremos achar o tom. Um acorde com um lindo som. E fazer com que fique bom. Outra vez o nosso cantar. E a gente vai ser feliz…”

Amor é a força que vem do coração, brilha no olhar e espalha esperança hoje nesta passarela. Sob o clarão do luar, desfila este enredo falando de sentimento; das verdades, resistência, e de esperança!

Se o bem ilumina o sorriso, e pode doar proteção! Vamos finalizar nosso enredo enveredado pelos meandros de uma das maiores tonicidade de sua obra. O Amor! Vamos evocar muito amor, cura e proteção ao nosso poeta em troca a toda beleza de sua obra nos doada através de mais de 700 composições.

Inspirados nos seus ensinamentos amorosos e no acalento de suas poesias: meu amado poeta Arlindo Cruz: Estamos aqui estendendo a mão em agradecimento a você que através de suas poesias fez e faz mais alegre o nosso viver, trouxe aconchego, paz e deu tantas respostas aos nossos corações.

Se a luz do sol não para de brilhar. E se ainda existe noite de luar. Nunca podemos deixar de acreditar. A esperança é um bálsamo que paira sobre o ar…

Como ensinastes: Vamos fazer o bem! Vamos espalhar o amor! Só o amor pode o mundo mudar.

No âmago de suas composições… Oh Poeta! Hoje a X-9 vai cantar, gritar, e sambar e a todos falar… Sua vida é linda! Sua história, um exemplo! 60 anos de fé, sob os fiéis desígnios que definem um “Abiasé”.

Na mais intensa definição do amor como um “pierrot do samba” abraçado ao seu banjo e através das notas musicais, conquistou sua colombina – a bailarina, porta-bandeira: Babi Cruz. E na fonte desse amor tantas inspirações. Tantas obras românticas a nos brindar!

Vai embora tristeza que aqui o Pierrot não chora! A pureza da flor hoje é você! Não importa o que acontecer! Volta meu poeta! Vem cantar e encantar!

“Olha o povo pedindo bis” O Show tem que continuar!

Amarildo de Mello – Carnavalesco